Outono
nk
Agora as folhas
caem mansamente
Nem as azaleas
florescem mais
O gramado coberto
de folhas amareladas,
marcam a passagem do tempo.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
segunda-feira, 23 de abril de 2007
ANNYEONG HASEYO (olá)
Quando ensinava ao meu filhinhoseus primeiros passos, nao imaginava que ele caminharia, pra tâo longe.

Oi mae, cheguei na Korea ontem a noite. A viagem foi bem tranquila.As pessoas aqui sao muito educadas e alegres. A cidade e enorme.
Vou explorar um pouco hoje.
Amanha ja vamos trabalhar.Te escrevo de novo com fotos e noticias.
Beijos,-Christian
sábado, 21 de abril de 2007
Memórias de Paris...
Esta crônica foi gentilmente cedida por minha irmã Delfina, que esteve em Paris no ano passado.Delfa te gosto muito, sou tua fã.
um beijo da tua irmã Niceiak
Memórias de Paris...
Era um sexta-feira, o dia estava agradável; maio é muito agradável na França. Depois de participar de uma reunião no Hotel em Port d”Orleans, nos dirigimos de metrô até Gare du nord e então a pé ate a Sacre Coeur. Interessante a reação de um policial, quando pedi informações sobre a direção a seguir...”En marchand? Mon Dieu!”
Fomos caminhando, sem pressa , pelas ruas, que muito me lembravam o centro de São Paulo antigo, guardadas as proporções. Orientais na sua maioria, nigerianos vestidos a caráter com muita gente pelas calçadas, algumas apressadas, a maioria, porém, despreocupada, num linguajar complexo, como uma torre de babel.
Quando nos aproximávamos da Sacre Coeur, o rítmo de transeuntes diminuiu e pudemos vislumbrar a magestosa Igreja, com o encanto de seus jardins...era a visão do Éden. Descansamos um pouco e logo retomamos nossa caminhada, agora contornando os canteiros, suas árvores, flores, gramado, em direção à igreja, galgando a escadaria, que parecia não ter fim.
Depois de participar de uma celebração , fomos caminhando nas ruas que saem à direita da igreja, passando por pequenos bares, restaurantes, lojinhas de souvenirs, tudo muito delicado e diferenciado.
Que encanto de rua ! Os prédios antigos, com flores nas janelas, portas rentes à calçada, pareciam me convidar a entrar... tive uma vontade enorme de me sentar no meio-fio e ficar horas e horas olhando, e sonhando, e imaginando como seria a vida das pessoas naqueles apartamentos...como tanta beleza sobreviveu à guerra...Se eu pudesse , escolheria aquela rua para viver eternamente, levaria para lá toda minha família,..pois sem ela, nada seria tão maravilhoso...
Logo mais adiante encontramos uma jovem senhora, grávida, a quem pedimos informações, e novamente a expressão “Oh mon Dieu, em marchand”? Bone journée...
E lá fomos nós, sem pressa, bebendo com o olhar tanta beleza, para nunca mais esquecer, gravando na memória cada esquina, cada doceria , com suas vitrines artísticas , parecendo um sonho...
Olhamos no relógio...20,00h... no Brasil cinco horas mais cedo...o sol ainda brilhava e tínhamos ainda muito tempo até escurecer e chegar ao Hotel em La Villette...pombos nas praças, crianças, não muitas, mas muito bem tratadas, com suas mães ou babás , voltando para suas casas, num entardecer ameno, pessoas levando baguetes em sacos de papel, lembravam-me a minha infância, qdo buscava, muito longe, o nosso pão do café da tarde..., pois o padeiro, com sua carrocinha só passava pela manhã...Saudades...
Perdemos o horário do jantar... tomamos um lanche...nem precisava... a alma inebriada já estava alimentada...
Delfina Alexandrino Munhoz
minha irmã que teve 4 filhos todos de muito sucesso pessoal e profissional. Corajosa, culta, perseguidora de seus ideiais. Vencedora em tudo que se propõe a fazer.
Seu Maridão o Milton Munhoz, outro grande batalhador, é Fera! é o grande incentivador dos projetos da família toda. Um grande contador de causos.
Parabéns a ambos.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Give a break..........
"Autumn moonlight—
a worm digs silently
into the chestnut."
(In: The Essential Haiku, 1994)
Lua de outono
—uma minhoca cava silenciosamente
dentro da castanha
============
Winter bareness—
============
Winter bareness—
little birds seeking foodin
the patch of green onions."
(In: Haiku Master Buson, 1978)
Aridez do inverno—
passarinhos buscando comida
no canteiro de cebolinhas.
Don´t worry,
spiders,
I keep house casually."
(In: The Essential Haiku, 1994)
Não se preocupem, aranhas,
Eu limpo a casa
casualmente.
"A huge frog and I,
staring at each other,
neither of us moves."
(In: The Essential Haiku, 1994)
Um enorme sapo e eu,
olhando um ao outro,
nenhum de nós se mexe.
+++++++++++++++++++++++++++++
Haikai by NiceiaK
Lá em cima
daquele morro
tem um pé de bananeira
se queres casar comigo
caranguejo nao
tem pescoço
Arco íris
Niceiak
guardar sua lembrança
como um relicário
me castiga, me dói.
Mas a lembrança
é pura poesia
que está além de mim.
Tenho medo
de partir de repente
e deixar sua imagem
sua energia, seu amor
numa página em branco
numa vida sem cor.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Louca
LoUcA
niceiak
Nem ouse me decifrar
nao procure nas palavras
o lamento de minha alma
Sou o reverso do verso
Sou inconsequente,
sou dúbia
sou mentirosa
sou dúbia
sou mentirosa
sou louca
por voce.
primavera
sábado, 7 de abril de 2007
Riders in the sky

Jorge I miss you very much. Today I spent all time enjoying Johnny Cash, just as like we used to do. I felt you as like you still here up to this time.
Quando assisti Motoqueiro Fantasma, na cena que ele atravessa o deserto, ao som da música "Ghost riders in the Sky”, imediatamente lembrei-me de voce que adorava Johnny Cash..
Assisti também “The man in Black”, filme que conta a vida de Johnny Cash e suas lindas cançoes. Voce iria adorar e eu curti por nós dois.
sexta-feira, 23 de março de 2007
Deletáveis memórias

Peguei as fotografias
da memória esquecidas,
tirei as molduras,
pus na gaveta,arquivei.
Arquivei as
lembranças dos abraços
dos afagos,das viagens-suas paisagens.
As lembranças de nosso tempo,
dos planos de outrora
tudo aquilo que foi vivido,
já com imagens desfocadas,
deletei.
Vou-me embora
curando minhas feridas
sem despedidas, sem retratos,
sem lembranças
em silêncio, recolhida.
da memória esquecidas,
tirei as molduras,
pus na gaveta,arquivei.
Arquivei as
lembranças dos abraços
dos afagos,das viagens-suas paisagens.
As lembranças de nosso tempo,
dos planos de outrora
tudo aquilo que foi vivido,
já com imagens desfocadas,
deletei.
Vou-me embora
curando minhas feridas
sem despedidas, sem retratos,
sem lembranças
em silêncio, recolhida.
NiceiaK
domingo, 11 de março de 2007
Nazareth, a Campeã
NiceiaKNazareth, a Campeã :
" homenagem" a Bush e Lula
e ao programa ETANOL
De família nordestina, Nazareth, foi para o interior de São Paulo, levado pelo “gato” para ser bóia fria.
“Gato”, assim eram chamados os homens que iam até o Nordeste atrás de mão de obra semi-escrava para trabalhar nas colheitas de São Paulo.
O gato era sempre um nordestino que conhecia muito bem seus conterrâneos e deles tirava o proveito.
Nazareth trabalhava de fazenda em fazenda, ora cortando cana, ora catando algodão ou amendoim.
Conheci Nazareth, na colônia da fazenda de meu tio de uma maneira muito estranha.
A colônia dos camponeses era formada por várias casinhas muito simples geminadas, caiadas de branco. Na sala um banco de madeira e uma mesa, uma pequena cozinha com fogão a lenha e no único quarto, havia cama e rede para dormir.
Já era noite, quando meu tio foi chamado às pressas para resolver um caso urgente. Acompanhei meu tio que nem notou minha presença.
Quando chegamos na colônia, havia um amontoado de gente na frente da casa de Nazareth, uma senhora ainda muito jovem, recém casada.
Nazareth deitada na rede, gemia e se consorcia de dor. Já haviam dado a ela todos os tipos de chá e nada de melhorar.
Era um espetáculo de horror. Gemia, se arranhava, puxava os cabelos, dava impressão que ia subir pelas paredes.
A luz da lamparina distorcia as imagens dando um ar tétrico ás sombras refletidas nas paredes. As imagens iam se alongando, diminuindo, tremulando naquela penumbra.
E Nazareth continuava se retorcendo gemendo, gritando, quando alguém teve a idéia de ir chamar seu Lindolfo, um sitiante que morava a poucas léguas dali.
Seu Lindolfo, um senhor magrinho de pequena estatura, tinha fama de rezador e era sempre lembrado nos piores momentos.
E lá foi um voluntário montar o cavalo e sair em disparada em busca do Seu Lindolfo.
Não demorou muito, chega seu Lindolfo com uma garrafa com líquido incolor numa das mãos e na outra uma vela.
Pegou Nazareth, sentou-a em uma cadeira e pôs-se a rezar, a esfregar o líquido em seus pulsos e deu para ela cheirar. A vela era para melhor iluminar.
Eu olhava aquilo incrédula! que poder teria aquele homem, com aparência tão frágil, perante os urros de Nazareth?
E vai, e reza, e cheira e esfrega, se benze, e sacode. Não deu outra, nada melhorava seu desespero.
Uns falavam em encosto, outros em fingimento e nada adiantava, Nazareth só piorava.
Horas se passaram, alguns foram dormir, outros ficaram de plantão. Seu Lindolfo entregou os pontos e saiu se desculpando pelo fracasso.
Meu tio obrigou-me a ir embora para a Sede, pois não era lugar, nem hora de criança, apesar dos meus 14 anos, estar por ali.
Fui embora, e fiquei pensando: Será que Nazareth não está abortando? Ou então não estaria com cólicas menstruais? Ou Cólica de rim?
No dia seguinte fico sabendo que depois de tanta reza e chá, chamaram Dona Ester, a parteira, que finalmente pôs fim ao sofrimento de Nazareth.
Era um aborto.
Nazareth grávida de três meses, era campeã no corte de cana, título conquistado na véspera, quando cortara 12 toneladas de cana de açucar e vencera uma dezena de homens.
De família nordestina, Nazareth, foi para o interior de São Paulo, levado pelo “gato” para ser bóia fria.
“Gato”, assim eram chamados os homens que iam até o Nordeste atrás de mão de obra semi-escrava para trabalhar nas colheitas de São Paulo.
O gato era sempre um nordestino que conhecia muito bem seus conterrâneos e deles tirava o proveito.
Nazareth trabalhava de fazenda em fazenda, ora cortando cana, ora catando algodão ou amendoim.
Conheci Nazareth, na colônia da fazenda de meu tio de uma maneira muito estranha.
A colônia dos camponeses era formada por várias casinhas muito simples geminadas, caiadas de branco. Na sala um banco de madeira e uma mesa, uma pequena cozinha com fogão a lenha e no único quarto, havia cama e rede para dormir.
Já era noite, quando meu tio foi chamado às pressas para resolver um caso urgente. Acompanhei meu tio que nem notou minha presença.
Quando chegamos na colônia, havia um amontoado de gente na frente da casa de Nazareth, uma senhora ainda muito jovem, recém casada.
Nazareth deitada na rede, gemia e se consorcia de dor. Já haviam dado a ela todos os tipos de chá e nada de melhorar.
Era um espetáculo de horror. Gemia, se arranhava, puxava os cabelos, dava impressão que ia subir pelas paredes.
A luz da lamparina distorcia as imagens dando um ar tétrico ás sombras refletidas nas paredes. As imagens iam se alongando, diminuindo, tremulando naquela penumbra.
E Nazareth continuava se retorcendo gemendo, gritando, quando alguém teve a idéia de ir chamar seu Lindolfo, um sitiante que morava a poucas léguas dali.
Seu Lindolfo, um senhor magrinho de pequena estatura, tinha fama de rezador e era sempre lembrado nos piores momentos.
E lá foi um voluntário montar o cavalo e sair em disparada em busca do Seu Lindolfo.
Não demorou muito, chega seu Lindolfo com uma garrafa com líquido incolor numa das mãos e na outra uma vela.
Pegou Nazareth, sentou-a em uma cadeira e pôs-se a rezar, a esfregar o líquido em seus pulsos e deu para ela cheirar. A vela era para melhor iluminar.
Eu olhava aquilo incrédula! que poder teria aquele homem, com aparência tão frágil, perante os urros de Nazareth?
E vai, e reza, e cheira e esfrega, se benze, e sacode. Não deu outra, nada melhorava seu desespero.
Uns falavam em encosto, outros em fingimento e nada adiantava, Nazareth só piorava.
Horas se passaram, alguns foram dormir, outros ficaram de plantão. Seu Lindolfo entregou os pontos e saiu se desculpando pelo fracasso.
Meu tio obrigou-me a ir embora para a Sede, pois não era lugar, nem hora de criança, apesar dos meus 14 anos, estar por ali.
Fui embora, e fiquei pensando: Será que Nazareth não está abortando? Ou então não estaria com cólicas menstruais? Ou Cólica de rim?
No dia seguinte fico sabendo que depois de tanta reza e chá, chamaram Dona Ester, a parteira, que finalmente pôs fim ao sofrimento de Nazareth.
Era um aborto.
Nazareth grávida de três meses, era campeã no corte de cana, título conquistado na véspera, quando cortara 12 toneladas de cana de açucar e vencera uma dezena de homens.
sábado, 3 de março de 2007
Senti voce
Te desejo
Sonhei com voce
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Uma aventura em Key west

Uma Aventura em Key West
Niceia K
Sexta-feira. Mereço um day off.
Fechei meu escritório. Peguei meu mustang conversível e rodei por Miami, procurando inspiração para um final de semana relaxante.
Passei por Coconut Grove, Key Biscayne, ganhei a estrada e entrei na Florida’s Turnpike, rumo ao Sul do Estado.
A manhã estava quente, o vento soprava do oceano, trazendo uma brisa refrescante. O tempo estava firme, o céu azul perfeito para uma aventura.
Liguei meu rádio, estava tocando Credence. Entrei na US1, rumo as Keys.Leio na placa a distância que ia percorrer até a última das keys. 180 milhas de Miami até Key West, cerca de 3 horas.
Travei meu “cruise control”, abaixei a capota de meu mustang e cabelos ao vento , fui deixando para trás Miami e meu trabalho.
A Us1 é um longo e belíssimo caminho de pontes suspensas sobre o Golfo do México , que vai ligando dezenas de pequenas e médias ilhas.
Passei por Key Largo, Islamorada, Marathon, Big Pine Key e podia ler os avisos da rota de fuga dos furacões .
A água do mar , de um azul tropical, era cortada por dezenas de luxuosos yates. Eu estava atravessando o roteiro mais luxuoso da Florida.
Parei algumas vezes, no caminho para tirar fotografias, tomar um café..
Chego a Key West no final da tarde e me hospedo num charmoso Hotel na Duval St, perto do Centro e do Mallory Square.
Descansei, tomei banho, pus um vestido longo de alcinhas, uma rasteirinha no pé e uma trancinha no tornozelo, cabelos soltos e pronto, estava vestida pra arrasar!
A pé fui olhar vitrines e procurar um programa para a noite. Puxa que fome pensei, ao ver um Restaurante “Comidas Caribenhas”. Entrei, pedi o cardápio e escolhi um prato bem exótico; “Salmon com pignoli au Maple-pesto sauce.
"Isto soa bem e parece delicioso" pensei.
Pedi um drink muito colorido a base de vinho, laranja, vodka, enfeitado com amêndoas e canela. Absolutely exotic.
Estava tão distraída com a decoração e embalada na música caribenha, que nem havia notado, na mesa ao lado, uma moça também sozinha.
Olhei uma vez, olhei de novo e pude notar que ela estava interessada em companhia.
O restaurante, pelo horário, ainda tinha poucos clientes. A pista de dança, na penumbra, estava vazia. E o ritmo da salsa e do mambo, dava ao ambiente uma atmosfera muito especial.
Acabei de jantar e estava pedindo uma sobremesa , um creme com Apricot, absolutely delicious, quando a moca se aproximou e pediu licença para sentar-se.
- Rose Lander, prazer em conhecê-la, sou a dançarina deste Restaurante e minha função é entreter os clientes.
Oh. It's fine. Prazer é meu, me chamo Sandra, sou brasileira, trabalho com representação de gemas brasileiras e moro em Miami há 3 anos.
- Já havia percebido que você é brasileira, pelo jeito de se vestir e pelo sotaque.
- Muito observadora, disse eu.
Ela sem perder mais tempo, convidou-me para dançar a Salsa.
- Sorry, eu não sou boa nisso.
- That’s Ok. It is my job. Vou te ensinar.
Fomos para a pista de dança. Só nós duas naquela penumbra, o que era bom, pois eu fiquei mais ä vontade para aprender o ritmo caribenho.
Ela tinha um perfume delicado nos longos cabelos encaracolados e um sensual ritmo nos quadris.
Dançamos muito e aprendi a remexer meus quadris. Como a Salsa é envolvente!
Fui embora cedo para o Hotel, o dia havia sido puxado.No dia seguinte fiz um passeio de Barco até The Dry Tortugas, cerca de 70 milhas de Key West e distante 20 milhas de Cuba.
Esta ilha é o alvo dos cubanos que tentam ir a nado ou de barcos improvisados para emigrarem para os EUA.
Conheci a estória da ilha que fora descoberta por Ponce de Leon em 1513. Em 1825 os EUA, construíram um Farol para dirigir os navegantes.
Passei o dia neste passeio e a noitinha, saí de novo a pé pelo Down Town e fui até o Mallory Square onde centenas de turistas se reúnem para apreciar um dos m ais belos pores de sol, já vistos.
Nesta praça podemos ver malabaristas, dançarinos, cantores e tipos muito esquisitos de gente e animais.
O sol se punha vermelho, manchando as águas e a paisagem em seus tons de púrpura, algo belo de se ver e digno de colecionar para sempre, na memória. E os turistas aplaudiam e cantavam despedindo-se do Astro maior.
Estava lá fotografando, quando encontro Rose Lander, que ficou muito feliz em me ver.
Hoje estou de folga, disse ela já propondo um passeio pelas areias quentes da praia.O calor do verão, a brisa quente e os luxuosos Yates ancorados no pequeno porto, emprestavam ao lugar um quê mágico e sofisticado.Ficamos horas sentadas na areia, conversando sobre nossas vidas, nosso trabalho, nossas origens. Até que ela, uma perfeita guia turística, convidou-me para ir ao “The Bull” um barzinho famoso.
Fomos.
The Bull, tem três andares. No primeiro andar é onde os artistas, gays, lésbicas e simpatizantes se encontram. No segundo andar, tem sinuca e bebidas e muito motoqueiro das Harlley Davidson. No terceiro andar tem o “Naked Bar” onde se pode tirar as roupas, e ali nus e nuas, ficam conversando, bebendo, tudo muito natural.
Ficamos no primeiro andar.
Key West é assim. Lugar onde os “descolados se encontram”
Cabelos, maquiagens, roupas tudo muito extravagante. E pessoas como eu “normalzinha” que gostam de excentricidades.
Rose convidou-me para dançar.
A música caribenha, sua voz, seu perfume, sua sensualidade, tudo foi me envolvendo e no final da noite fomos para o Hotel e eu me entreguei à fantasia de Key West e tivemos uma noite de muitas descobertas.
Acordei bem cedo, fiz o chek out , dei partida no meu conversível e fiz o caminho de volta .
O ritmo quente da Salsa perseguia meus pensamentos e a lembrança de Rose Lander, trazia-me saudades.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
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